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Lixão da Estrutural perto do fim

Maior lixão da América Latina, localizado em Brasília, declara, enfim, que encerrará suas atividades em até 18 meses

 

O fechamento do Lixão da Estrutural, localizado no Distrito Federal e também conhecido como Aterro Controlado do Jóquei, aconteceu no último dia 20, após adiamento da previsão inicial (31 de outubro de 2017). A nova data coincidiu com a inauguração do Aterro Sanitário de Brasília, localizado na região de Samambaia, que atualmente tem capacidade para receber 900 toneladas de lixo por dia – podendo chegar a 2.700 toneladas quando estiver operando totalmente.

Em 2010, a Política Nacional dos Resíduos Sólidos (PNRS) determinou o encerramento dos lixões até2014. O Senado aprovou a prorrogação deste prazo para julho de 2018 para capitais e munícipios mais populosos. Ainda há 2.976 lixões ou aterros precários em operação no País, entre eles, o próprio Lixão da Estrutural, que apesar de fechado, ainda terá uma parte em atividade, tendo em vista que o Aterro de Brasília foi inaugurado sem ter suas obras concluídas e sem galpões de reciclagem. Com isso, apenas uma parcela dos 2 mil catadores, então atuantes no lixão, foram selecionados para serem incluídos no programa Agentes de Cidadania Ambiental, que irá atuar com a coleta seletiva da região.

O lixão, localizado a 20 quilômetros da Praça dos Três Poderes, continuará em atividade por mais 18 meses, segundo previsões iniciais. Dessa forma, o trabalho de alguns catadores se mantém. Sem os galpões de reciclagem, os danos relacionados a poluição, insegurança e doenças permanecem. Foram alugados cinco galpões de reciclagem para receber parte desses trabalhadores. A compensação financeira para estas pessoas será de R$360,75, em torno de um terço de um salário mínimo.

Os problemas em torno da Estrutural não se resumem aos danos ambientais causados, conforme falamos aqui há algumas semanas. As mazelas também atingem a vida de milhares de pessoas, que direta ou indiretamente dependem do lixão para sobreviver. São famílias inteiras que, participantes de cooperativas ou não, tiram dali o seu sustento.