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Produção de energia eólica e solar cresce no Brasil e se confirma como tendência para o futuro

Consumo de energia no país deve triplicar nas próximas décadas e o Nordeste sai na frente pelo consumo sustentável

 

A construção civil tem incorporado cada vez mais as placas fotovoltaicas em novos edifícios, indústrias e comércios, com o objetivo de fazer esses lugares menos dependentes da energia elétrica tradicional – isto é, deixar de ser consumidor para ser gerador de energia, causando assim impactos positivos na área econômica e ambiental.

A maior parte da energia elétrica no Brasil vem das usinas hidrelétricas, que são responsáveis por 65% do consumo de todo o País. Para a construção de uma usina, os cursos dos rios precisam, muitas vezes, ser alterados, causando danos  diretos  à fauna e à flora, inundando áreas verdes e impactando na rotina de muitas famílias.

Apesar de ser um recurso natural renovável e de custo zero, já que a água é usada diretamente para gerar a energia, este modo de captação é completamente dependente do clima. Se a região onde a usina está instalada passa por um longo período de estiagem, as barragens secam e o fornecimento  é comprometido.

Já é um consenso público a importância de ter um leque de opções para a geração de energia. Países como a China, Estados Unidos, Alemanha e Espanha são os líderes em investimentos em meios alternativos. A fonte  eólica já é a líder nos Estados Unidos, que ainda possuem um longo caminho a percorrer, uma vez que ainda são dependentes de modelos  que afetam o meio ambiente, como a queima de carvão.

No Brasil, o Nordeste é campeão em geração alternativa. Um investimento de R$ 1,5 bilhão ergueu 96 aerogeradores que colocaram o Maranhão no mapa da sustentabilidade. Ainda está previsto para o Estado a instalação de outros dois parques eólicos e investimento nos painéis fotovoltaicos.

Além dos investimentos nesses grandes parques,  vale destacar a tendência de que 10% de toda a energia consumida no Brasil seja solar até 2020. Com a construção de parques eólicos no Nordeste, a dependência das usinas hidroelétricas deve cair consideravelmente nas próximas décadas.

É importante mencionar  que a demanda brasileira por energia deve triplicar até 2050, segundo dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), podendo, inclusive, encarecer os custos de fornecimento. Gerar energia solar em sua própria casa, guardar o excedente para uso no futuro ou até mesmo vender para concessionárias são  tendências que devem ser levadas em consideração – afinal, estamos diante de  uma mudança que não vai  demorar para trazer seus frutos.