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Lixo também é arte e a prova está neste post

Quando se fala em lixo é pouco provável que a maioria das pessoas veja algum tipo de valor no que normalmente é descartado. No entanto, há quem se inspire nos materiais que muitas vezes parecem inservíveis. E justamente com o propósito de ressignificar objetos que foram para as lixeiras, foi criado há 21 anos o Museu da Limpeza Urbana, que fica na Central de Tratamento de Lixo de Ceilândia, cidade-satélite de Brasília.

A ideia de criar o museu teve início quando agentes ambientais que atuam na limpeza da região começaram a encontrar e guardar objetos diferentes e com valor histórico que eram descartados. São brinquedos, celulares, televisores antigos, máquinas de escrever, entre outros itens, que hoje compõem o acervo com mais de 600 peças.

O Museu da Limpeza Urbana de Ceilândia abre de segunda à sexta-feira, das 9h às 17h para maiores de 6 anos. Para agendamento de grupos é necessário contato prévio pelo e-mail ambiental.slu@slu.df.gov.br ou pelos telefones (61) 3213-0189 ou (61) 3213-0190

 

Do lixo ao luxo

Entretanto, peças encontradas em lixo não vão apenas para museus. O bem-sucedido artista plástico brasileiro, Vik Muniz, passou quase dois anos em um dos maiores lixões da América Latina – que fica no Jardim Gramacho, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro – e criou obras gigantescas dos catadores com quem conviveu, produzidas com resíduos do local. A iniciativa foi a matéria-prima do filme Lixo Extraordinário, que chegou a ser indicado ao Oscar de melhor documentário, em 2011.

A transformação de resíduos em arte é feita em diversos lugares do mundo. Sayaka Kajita é uma artista japonesa que faz esculturas com peças de plástico, como colheres e copos. O trabalho é tão primoroso que ela consegue dar a ideia de movimento aos animais e definir claramente as formas de cada escultura que elabora.