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Comunidade em São Paulo ganha projeto de conscientização sobre descarte correto

A limpeza urbana é um ótimo exemplo de cooperação entre autoridades, empresas contratadas e população. As três partes têm peso equivalente e caso uma delas não participe ativamente, o trem tende a descarrilar. Esse cenário é geralmente fragilizado em regiões que carecem de estrutura, investimentos e de um olhar mais atento de políticos e sociedade. A Prefeitura de São Paulo, em parceria com a Loga e a Inova, deu início nessa quinta-feira (18/5) ao Nossa Vila Limpa na Vila Nova Jaguaré, a maior comunidade da cidade em área contínua. O projeto já havia sido implementado no Jardim Elisa Maria e Vista Alegre, ambos na Zona Norte de São Paulo.

O Nossa Vila Limpa visa propor formas de tratar a questão do lixo urbano por meio de um processo de tomada de consciência social e ambiental. É como se a gestão do espaço urbano fosse uma guarda compartilhada, na qual a Prefeitura teria mais responsabilidades. A ideia dessa iniciativa é identificar pontos de descarte irregular, serviços públicos disponíveis na região, além de associações e entidades locais. Além de ser imensa, a região é formada na maior parte por morros, contando com pouca cobertura vegetal e apresentando ruas estreitas e sinuosas muitas vezes tomadas por lixo e entulho, que impedem a passagem de carros e de pessoas.

Na prática, funciona assim: o Nossa Vila Limpa pretende chamar a atenção dos moradores para a importância do combate ao descarte irregular e a manutenção da limpeza na área, a partir de uma série de iniciativas positivas que transformam a realidade do bairro – por exemplo, seminários para pedreiros e sobre gestão, palestras de educação ambiental, contratação e capacitação de coletores e varredores da própria comunidade.

E não para por aí! Essa conscientização vai ocorrer de porta a porta, começando por escolas com jovens e adultos. Além disso, o projeto contempla reuniões periódicas para a conscientização da necessidade do descarte de resíduos orgânicos de acordo com a frequência da coleta domiciliar, debatendo ainda a destinação correta de resíduos oriundos de obras de reformas, descarte de móveis e a utilização dos Ecopontos para rejeito de madeiras, móveis e entulhos. Ao todo, cerca de 12 mil famílias serão beneficiadas por essas ações.