Conheça os pontos principais do projeto que tem como objetivo…
Marco Legal do Saneamento completa um ano
Ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, destaca passos que Brasil tem de seguir para universalização do saneamento básico
Artigo escrito para o portal O Globo
É urgente e imprescindível que o Brasil alcance a universalização do saneamento básico, dando dignidade a 35 milhões de brasileiros que ainda sofrem sem os serviços de água tratada, 100 milhões que não possuem coleta de esgoto e zerando os milhares de lixões a céu aberto que temos por todo o país. O novo Marco Legal — que, neste 15 de julho, completa um ano desde a sua sanção pelo presidente Jair Bolsonaro — já traz avanços importantes e abre um horizonte otimista para alcançarmos nossa meta até 2033: 99% da população brasileira com acesso à água potável e 90% com tratamento e coleta de esgoto.
O novo Marco representa a criação de oportunidades sólidas de parceria com a iniciativa privada em benefício do cidadão, por oferecer melhorias nos serviços, e para o investidor, por trazer mais segurança jurídica, previsibilidade e retorno garantido. É uma vitória do país em prol de uma revolução na saúde, no meio ambiente, na infraestrutura e na melhoria da vida dos brasileiros.
Os quatro primeiros leilões realizados desde a sanção do Marco — em Alagoas, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro — são uma demonstração clara do interesse do mercado em parcerias sólidas. Esses projetos contemplam sistemas de esgotamento sanitário e, juntos, somam mais de 15,5 milhões de brasileiros beneficiados. E os recursos serão investidos nos estados. Isso significa que, além de prover melhorias para população, desonera os cofres públicos e diminui a dependência do setor em relação ao dinheiro do contribuinte.
Com os ativos leiloados, já aumentamos em R$ 60 bilhões os investimentos que serão realizados pelo setor privado. Outras 11 concessões estão em andamento ou em estudos, sendo 7 na área de resíduos sólidos.
Porém, a necessidade do Brasil é dez vezes maior. Carecemos investir cerca de R$ 700 bilhões para ofertar serviços de saneamento de maneira universal nos próximos 12 anos. E somente com a parceria com a iniciativa privada isso será viável. Isso porque a capacidade de investimentos da União, estados e municípios é de cerca de R$ 7 bilhões por ano.
Com o tratamento da água e do esgoto, e a correta destinação aos resíduos sólidos, cuidaremos do meio ambiente — reduzindo as causas de poluição dos rios e afluentes — e da saúde das pessoas, reduzindo as doenças, especialmente a mortalidade infantil. Ao final, impacta, também, a produtividade econômica, a atração de investimento e o desenvolvimento da nação.
O próximo desafio é prover a regionalização dos serviços pelos estados, a comprovação da capacidade econômico-financeira dos prestadores de serviços e a instituição dos mecanismos de cobrança para os serviços de resíduos sólidos. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional monitora o setor e oferece ajuda efetiva para que os entes federativos cumpram as metas de universalização.
E para auxiliar e financiar esses trabalhos, criamos um fundo (MP 1.052/2021) para viabilizar a estruturação de projetos de concessão e Parcerias Público-Privadas (PPPs) para estimular o desenvolvimento regional. Com isso, vamos atacar o principal gargalo para a captação de investimentos: a dificuldade de estruturação de projetos qualificados, que assegurem o retorno e a segurança jurídica ao investidor.
Assim, seguimos firmes no propósito de universalizar o saneamento básico no Brasil. Ampliar o acesso aos serviços de tratamento de água e esgoto é também geração de emprego, diminuição da pressão no sistema de saúde pública e, claro, melhoria da qualidade de vida das pessoas. É um novo pacto civilizatório que é bom para os estados, para as empresas e para o povo, que vai ter acesso a um serviço de qualidade ofertado e merecido.


